E a alegria na terra fenecer
Não importa, querido, viverei do nosso amor
Se tu és o sol dos dias meus
Se os meus beijos sempre foram teus
Não importa, querido o amargor das dores desta vida
Um punhado de estrelas no infinito irei buscar
E aos teus pés esparramar
Não importa os amigos, risos, crenças e castigos
Quero apenas te adorar
Se o destino então nos separar
Se distante a morte te encontrar
Não importa, querido, porque morrerei também
Quando enfim a vida terminar
E dos sonhos nada mais restar
Num milagre supremo
Deus fará no céu eu te encontrar
Na foto, tirada por mim, meus pais, Dário e Elza. É setembro de 1978. Meu pai retornava de uma viagem de trabalho e minha mãe, já bem doente, faleceu dali dois meses, em novembro. aos 50 anos. Meu pai, quinze anos depois, aos 69 anos.
O quadro que coloquei ao fundo pra quebrar o branco da parede foi pintado por ele, mas está sumido. Nunca mais o vi. Meu pai mesmo deve ter passado tinta branca por cima e pintado outra coisa no lugar. era costume dele fazer isso. Nunca dava um quadro por terminado. Nunca valorizava devidamente o que fazia com tanto amor e dedicação. Os quadros que eu tenho, por ele pintados, foram todos salvos do lixo.
Para ouvir clique abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=S-uLWJWi0Mw
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