Fomos os primeiros moradores do apartamento.Todos os blocos da quadra foram feitos para abrigar funcionários públicos. Lembro-me bem quando fomos visitá-lo pela primeira vez. Ficamos admirados de ter dois banheiros e mais um lavabo. Achamos um luxo só! E nem importamos da quadra não estar urbanizada. Onde existem essas árvores era barro, lamaçal ou poeira,quando não chovia. Não havia comércio. Apenas um barraquinho na ponta da quadra, onde a portuguesa Dona Rosa e o marido vendiam leite, pão, verduras e alguns produtos de primeira necessidade.
Depois que me casei, em 1977, morei na 406 Norte, na 408 Sul e 316 Norte até comprarmos, em 1981, a casa onde hoje moro. Minha mãe morreu em 1979 (o Dante novamente me corrige, o ano é 1978) e minha irmã Vera casou-se no mesmo ano. Meus irmãos, Dante e Dário também se casaram no ínicio da década de 80. Em 1984 me separei e me mudei com a Bebel ainda bebê desta minha casa para um apartamento alugado na 203 Norte. Morei lá cinco anos até que voltei pra cá..
Meu pai continuou morando na 104 Norte até 1993, quando faleceu. O apartamento ficou fechado um ano. Em 1994, a Bebel tinha dez anos e múltiplas atividades. Não havia ainda a terceira ponte e para se chegar às escolas que ela frequentava e eu ao trabalho tínhamos que contornar o Lago Sul quase inteiro,um transtorno. Então nos mudamos para o apartamento que fora dos meus pais e lá vivemos até 2003, quando a Bebel foi estudar em Bruxelas e eu decidi voltar para minha casa. Em 1998, coloquei o apartamento abaixo. Fiz uma reforma completa e , para isso, morei com a Bebel cinco meses na casa do Dante da Sueli. Não sei como eles aguentaram!!!
Bem, resumindo, quem está morando por uns tempos no apartamento, agora, é a Vera com o marido Gonzaga e os filhos Luciano e Mariana. Não vou dizer o que os levou de volta a 104 porque a novela daria post de um quilômetro. Só sei que eles querem verder o apartamento que têm na 311 para aplicar em alguns projetos. Somos quatro irmãos. Eu e Vera tivemos vários endereços desde que nos casamos. Deve ser algum carma esse excesso de mudanças.Meus irmãos Dante e Dário criaram os filhos sempre no mesmo endereço, na Asa Norte. Sorte deles!!!
Como você não lembra o mês, eu lhe digo: Novembro. Mas o ano era 1973, e disso eu tenho a mais pura certeza.
ResponderExcluirComo você está citando datas, posso ajudar também. Veja: o casamento da Verinha foi em 4 de novembro de 1978 (sábado); a mãe faleceu no dia 7 (terça-feira) deste mesmo mês e ano, e não em 1979.
ResponderExcluirBeijos.
Memórias, mais memórias. Mudamos para a 312 norte em junho/julho de 1972, bloco I apto-102. Um ano depois ou menos, mudamos para o apto 101 do mesmo bloco. A concessionária Ford - Planalto, começou a ser construída em frente a esse bloco. Hoje funciona a concessionária Fiat. Voltando, o Zé Carlos era o avalista do pai para aluguel do apto. Ao sairmos de lá, antes do término do contrato, o dono foi atrás do Zé Carlos para cobrar um furo que foi feito na lateral de sustentação da pia para passar a mangueira e a válvula do botijão de gás. Fiquei sabendo disso, pois o dono do apto fez esta cobrança lá na Brasília Importadora e por um acaso eu estava presente. O Zé Carlos pediu que eu não falasse nada com o pai ou a mãe. Mas acabei falando, e o pai foi tirar "satisfação" com o Zé Carlos. Mas não deu confusão nenhuma e não me lembro se ele acabou indenizando o prejuízo.
ResponderExcluirE você diz que não se lembra de nada. Imagine se lembrasse!!!
ResponderExcluirBeijos
Clara querida, o título do seu post me chamou a atenção e por isso fiz uma leitura especial. Como você, me sinto meio cigana aqui em brasília, me mudei de casa duas vezes, não foram muitas, mas o suficiente para criar lembranças quase sempre inesquecíveis. no paraná, morei a vida toda na mesma casa, que mudamos quando eu nasci. mas sempre fui camaleoa. mudava de escola, de corte de cabelo, de idéia, como quem troca de roupa. sempre vivi atrás de novas emoções. ler seu blog me proporciona isso. vc faz do dia-a-dia uma vida cheia de emoções. obrigada por isso. um beijo grande
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