terça-feira, junho 02, 2009

Viagem & Conversa Voamos às cegas

Pedras rolam ladeira abaixo. Bolhas de sabão desaparecem logo ali, diante dos nossos olhos
Chove. Faz sol. Venta. Neva. Graniza. A terra treme. O mar se levanta. Aviões caem. Navios afundam.

Enquanto não damos rostos à tragédia, não sucumbimos.
Batalhas narradas são épicas. Aplaudimos. Tempestades pintadas são festas de cores e luz.
Para corpos explodindo por minas e granadas, fechamos os olhos.

Sim, aviões caem. Mas neles embarcamos sem nenhuma informação do que nos espera. Voamos, nós, às cegas. Se soubéssemos que estaríamos sujeitos a tempestades de granizos do tamanho de bolas de golfe, viajaríamos assim mesmo? De todos os transportes que utilizamos, o aéreo é que nos dá menos informações prévias dos perigos à vista.

Sim, estamos sujeitos a todo tipo de fatalidade. Podemos morrer de um tombo dentro de casa. Mas para que existem, afinal, previsões meteorológicas? Se aviões partem, é o que parece, presumindo quase sempre que tempestades existem para ser superadas...

Um comentário:

  1. VC precisa ir ao Chile para ver as casas de Neruda. São cheias de 'cossitas' como as nossas, margaret

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