mil poemas
Ruma
o barco fora do mar
que se quebra
doce
mente
na areia
corpos ardentes.
Pena
nenhuma
nem mais poema
dizendo de coisas
esquecidas
por aí
distraídas.
Me acabo
não choro
nem grito
não moro
em São Paulo.
E, aqui, no Planalto Central
menos mal
atrevo-me a não morrer
de cansaço.
Meu sonho mora no espaço
da ainda verde cidade.
Concreto sentimentos
em paredes imaginárias.
Junho de 1973
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