Se diante dos meu olhosos automóveis
voam, atropelam
meu corpo sem pressa
e tantos já disseram
do céu azul da pátria amada
eu que apenas vejo
fico calada.
Se nesta minha vida
já aconteceu
o grande amor
que ao mundo
me fez fraca
e aconteceu-me não ser amada
nem por isso procuro consolo
no céu azul da pátria
calada
farei um poema
quase nada.
E estou indo embora
pra lá, para perto das montanhas
escamadas
de petras pontiagudas.
Lá onde não existe o consolo
de campos verdes
para almas cansadas
e o céu é constante
ameaça.
Lá onde minha tristeza
exista solitária.
Maio de 1973
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