Abro meu cofre de recordações e, lá do fundo, tiro pra vocês a primeira canção que ele cantou pra mim, o violão apoiado no joelho e um dos pés no primeiro degrau da escada em frente ao elevador de um dos blocos da 312 Norte. Era dezembro de 1972 e chovia a cântaros em Brasília.

Como não me apaixonar de imediato e perdidamente por aquele ser que amolecia meu coração com versos de Vinícius de Moraes e olhos tristes de bezerro desmamado? O que não fazemos para nos mostrar especial para alguém, não é mesmo? Não foi paixão pra sempre porque como também disse o poetinha: o que sentimos só é eterno enquanto dura.
Eu sei e você sabe
Já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo
levará você de mim
Eu sei e você sabe
Que a distância não existe
E todo grande amor
Só é grande se for triste
Por isso, meu amor,
Não tenho medo de sofrer
Pois todos os caminhos
Me encaminham a você
Assim como o oceano
Só é belo com o luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver sem teu amor
Não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você!
Já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo
levará você de mim
Eu sei e você sabe
Que a distância não existe
E todo grande amor
Só é grande se for triste
Por isso, meu amor,
Não tenho medo de sofrer
Pois todos os caminhos
Me encaminham a você
Assim como o oceano
Só é belo com o luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver sem teu amor
Não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você!
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