Clarinha,não sei o que pensa a respeito do assunto, mas acho que o seu blog, como é muito lido e bem conceituado, deveria abordar esse debate – o da decisão do STF de acabar com a exigência do diploma de jornalista. S
Segue abaixo, nota da OAB sobre o tema, que considerou um erro de avaliação do STF. Que tal fazermos esse debate no seu blog? Eu acho que escrever, qualquer um pode, sobre qualquer assunto. Mas isso é muito diferente do papel que nós jornalistas somos preparados a cumprir.
Aos profissionais da imprensa cabe muito mais que relatar fatos. Cabe defender a liberdade de expressão, cabe preservar a qualidade da informação, o compromisso com a verdade, a ética e tantos outros conceitos que permeiam o bom jornalismo. Dizer que não precisamos de qualificação?
Ora bolas!!!!! Um absurdo isso. O ilustre presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, chegou ao ponto de comparar a profissão de jornalismo, em seu voto, com a de chefe de cozinha para provar que não é necessário fazer faculdade específica para atuar em determinadas áreas. Triste comentário, um desrespeito a nós e também aos chefes de cozinha, cada vez mais capacitados, renomados e em busca de conhecimento e especialização.
Sandra Manfrini
Segue nota da OAB:
Para OAB, Supremo errou ao acabar com exigência do diploma de jornalista
Maceió (AL), 18/06/2009 - O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, considerou hoje (18), em entrevista, que foi "um erro de avaliação do Supremo Tribunal Federal" a decisão de acabar com o diploma para o exercício da profissão de jornalista. "A decisão do STF, na minha compreensão, não observou corretamente qual é o papel do jornalista e a sua função na defesa da liberdade de expressão", afirmou.
Ao criticar a decisão do STF, que por maioria acompanhou voto do ministro Gilmar Mendes, relator da matéria, Britto sustentou que a liberdade de expressão é um bem tão fundamental, tão essencial à República que tem que ser praticada com independência e qualidade. "Essas duas referências são obtidas somente com diploma e com o registro no Ministério do Trabalho. O primeiro garante a qualidade técnica e o segundo a qualidade ética, observou ele.
Para Britto, foram exatamente essas duas referências - a técnica e a ética - que acabaram revogadas pela decisão do Supremo. "Acho que vamos sofrer em consequência dessa decisão um abalo muito forte no futuro", previu. "A legislação atual já resguardava uma reserva de mercado para as demais tarefas, que são as figuras do colaborador e do articulista."
Quer dizer então que os anos de sacrifício que vc e meu querido Paulo tiveram que passr para pagar a faculdade,trabalhando e estudando ao mesmo tempo,como tantos outros o fizeram; de nada valeram?
ResponderExcluirQue absurdo!