sábado, maio 30, 2009

Ouro Fino (MG) - Garimpando lembranças...

Nesta casa de esquina, sem pintura, termina a Rua Wencesláu Brás. A casa é colada a que foi de minha Vó Ina, onde nasci, em 11 de janeiro de 1950. O trecho de rua, em frente, vai dar, à esquerda, se fosse possível, hoje é mão única, na Avenida Delfim Moreira, caminho para a roça, pro Bairro dos Limas, onde era a fazenda dos meus tios Mário Siqueira e Isolet.

A casa quadrada à esquerda, com o alpendre dando para a rua, era a casa da tia Gracy, mas já depois dos filhos crescidos. Antes ela morou numa casinha, em frente á casa da minha avó. Depois em outra, em frente ao Grupo Escolar Coronel Paiva. Depois para a Rua João Pinheiro, as duas últimas para o lado de cima da Rua 13.
Hoje moram ali apenas a irmã, tia Lourdes Guimarães e o filho da tia Gracy e tio Ido, irmão de minha mãe, o Galvão, que se casou, tem filhos, hoje todos moços, e é separado da Lucimar faz tempo.
Eu e meu amigo taxista, o querido Odorico Buti, entramos na casa Da tia Lourdes e Galvão, sem bater. Estava tudo aberto, o portãozinho do alpendre e a porta da sala. Encontramos o Galvão jogando paciência, não no computador, mas daquele jeito antigo, com cartas reais, não virtuais, sobre a mesa. Tia Lourdes havia viajado com outro sobrnho, o Flávio, a São Lourenço. Acima rosinhas e margaridas do quintal da casa.
Não dá pra pensar na família da tia Gracy sem lembrarmos da família do tio Chico e tia Anésia. Ele, irmão de Ordália, falecida quando as filhas Gracy, Lourdes e Zaíra eram pequenas. Foram, então, criadas pela avó, Dona Mariquinha, que foi dona de hotel, muito conhecida pelos lindos crochês e arroz doce que fazia.

O pai das então meninas, Aristhides, casou-se novamente e fez outra família em São Lourenço. As meninas cresceram tendo bastante vínculo com a família do pai. E este vinculo continuou pra sempre, mesmo depois que o pai também faleceu. Eu mesma fiquei hospedada com meus primos, filhos da tia Gracy, na casa da Vó Nenzinha, a viúva dele.

Dona Mariquinha cuidou das netas muito bem com a ajuda dos filhos Pedro e Chico. Todas formaram-se professoras. Tio Pedro, também falecido, é o pai da Dulce Helena, que se casou com meu primo Amélio Jr. Pra vocês verem que o destino de muitas famílias de cidades pequenas cruzam-se muitas vezes e acabamos sendo sempre tendo alguma relação de parentesco.

Tia Gracy foi casada com irmão de minha mãe, Ido, que faleceu aos 31 anos deixando seis filhos. Todos nós chamávamos os filhos de Dona Mariquinha de tios . Nos também a chamávamos de avó, das mais bravas. Exigia comportamento e na casa dela era proibido sentar-se nas camas sempre cobertas por alvíssimas colchas de crochê.
Acima, tia Zaíra, minha prima Dáia, que herdou o sobrenome da avó e mora hoje em Brasília, e Dona Mariquinha. A foi foi tirada em Petrópolis, Rio de Janeiro.
Esta foto foi um achado e tanto: meu tio ido, tia Gracy com Dáia no colo, tia Lourdes, Tia Zaíra e o marido Quim, que se aposentou como gerente das Casas Pernambucanas, que naqueles tempos era um grande emprego, quase do tipo de funcionário do Banco do Brasil. O menino maior da foto é José Carlos Pellicano, que mora com a família, em Brasília. O menor, é Ronaldo, falecido aos 42 anos de acidente perto de Belo Horizonte, depois de um carnaval com a família em Ouro Fino.

2 comentários:

  1. Quanta saudade!!!!!!!
    Também estive na casa da Lourdes e do Galvão no início do ano, para levar a Dalva(irmã da Dulce) a visitá-los...Quantas histórias ouvimos e contamos e todas essas pessoas das fotos fizeram parte dessas histórias.Perguntei ao Galvão se o sobrenome dele, Pelicano, era com dois eles(ll) e ele me disse que o dele é com um ele só(l)...Clara Lúcia , você se lembra de quando me perguntou sobre isso? Abraços...

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  2. Olá, entrei aqui e descobri essa familia Pelicano, trabalhei ainda garoto com Daia e Galvão, na antiga Brasilia importadora não sei se são os mesmos, mas as pessoas tem os mesmos momes como: Daia, Galvão, tia clara Bebeto ( tem +-minha idade hoje), gostaria de saber se acaso forem vocês mesmos se podem me passar os dados da firma como: cgc e o nome do dono, estou sem minha carteira de trabalho e preciso muito. Diante mão agradeço. Ha e a Daia e Galvão morão em brasilia ainda?
    Meu E-mail é nerlirizzon@hotmail.com abraço.

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