Tragédias aplacam controvérsias e ressaltam qualidades. Me emocionei com o currículo de Sílvio Barbato que mostra sua grande dedicação à música. Reproduzo, aqui, o comentário de Ricardo Prado em seu blog Clube do Maestro:"O maestro Silvio Barbato estava no voo da Air France desaparecido sobre o Atlântico na noite de ontem (31/05?2008). Uma tragédia para todos, de todas as nacionalidades. Mas uma perda imensa, jovem, talentosa e promissora para a música brasileira. Este é um voo sempre cheio de músicos e artistas; eu mesmo já me encontrei, indo ou vindo, com o próprio Silvio e com Ernani Aguiar.
Silvio Barbato era compositor e regente. Foi Regente Titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e Diretor Artístico do Teatro Nacional Claudio Santoro, em Brasília. Santoro foi o grande mestre e incentivador de Silvio Barbato que estudou também no Conservatório Giuseppe Verdi em Milão, onde recebeu o diploma de Alta Composição na classe de Azio Corghi. Freqüentou a classe de Franco Ferrara e colaborou com o maestro Romano Gandolfi no Teatro Alla Scala. Em Chicago, realizou seu PhD em Ópera Italiana sob a orientação de Philip Gossett. Em 2006 Silvio estreou sua ópera "O Cientista", sobre o cientista Oswaldo Cruz.
A morte operou seu ridículo, seu grotesco, sua falta de gosto e de humor, sua violenta interrupção de promessas, buscas e esforços, sua sempre precoce diagonal de tudo o quanto importa. A morte foi outra vez injusta, violenta, inescrupulosa, deselegante, sempre como sua fidelíssima e vagabunda imitadora – a estupidez. Fica dele essa imagem sorridente de um artista realizador, e a memória da música que ele, generoso, semeou entre nós.
http://oglobo.globo.com/blogs/clubedomaestro/
Como esta Sra. Dª Morte faz mesmo coisas horríveis!
ResponderExcluirEscolhe pessoas maravilhosas para levar embora e deixa tantos vagabundos e desonestos aqui?
Estou de mal com ela desde que levou meu querido irmão.
Que coisa mais estúpida!