sexta-feira, maio 22, 2009

Viagem & Conversa - As orquídeas de Elza...

O que tem de acontecer tem muita força. Nada acontece por acaso. Há cinco décadas, o destino juntou, em Arapongas, uma cidade que recém nascia, no norte do Paraná, Arapongas, duas jovens mães que tinham em comum, a mesma cidade natal, Ouro Fino. O mesmo nome, Elza. E o mesmo sobrenome de casada, Favilla. Elza e Elza, casadas com dois primos-irmãos, Dário e Aspreno. Longe da família, as duas criaram laços que o tempo não desatou.

Tive a sorte de encontrar Elza, amiga da minha mãe, no início de maio em Ouro Fino. Um reencontro que estava escrito nas estrelas. Lembramos de coisas que pensei soterradas. Choramos juntas, de mãos dadas.
O reencontro me deu a oportunidade de saber de meus pais pelos olhos de quem com eles conviveu no melhor momento da vida deles: a de jovem casal, com filhos pequenos, cheio de esperanças, planos e afetos.

Era como se eu voltasse no tempoe e respirasse na casa e no quintal da Elza, amiga da minha mãe, o mesmo ar da minha infância. O jeito dela cuidar da casa, impecável, continua o mesmo.Tudo em ordem, bonito, e no seu lugar. O jardim, então, é indescritível. As orquídeas de Elza, desabrocham em meio a um buquê de folhagens e samambaias. E são várias. E são muitas. Testemunham a luz, o calor que abençoa o lugar.

Ouro Fino, 08/05/2009

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